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Os Últimos Benjaminzeiros

Na vista das pessoas mais velhas, a imagem de um logradouro silencioso e triste. Anos atrás, grandes benjaminzeiros rodeavam o lugar e faziam dele um espaço acolhedor.

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A Praça Santo Antônio vai lentamente se esvaziando. A praça vai aos poucos se tornando um pequeno deserto de grandes vegetações no Centro da cidade, em frente à icônica igreja que muito testemunhou ao longo da história alenquerense. Na vista das pessoas mais velhas, a imagem de um logradouro silencioso e triste. Anos atrás, grandes benjaminzeiros rodeavam o lugar e faziam dele um espaço acolhedor.

A paisagem era um convite para todos os momentos do dia. Os benjaminzeiros eram vistos nos dois lados da praça. As pessoas usavam suas sombras como refúgio do intenso calor do Sol, como cobertura para encontros de casais e reuniões de grupos de pessoas que tinham certos objetivos. Além do mais, a presença das árvores mostravam a sensação de grandeza e importância naquele lugar. Uma imagem inesquecível para quem teve a oportunidade de vê-lo.

Mas os benjaminzeiros foram morrendo aos poucos. Com a morte dos dois que ficavam no lado do coreto, tornou-se notável uma grande mudança na praça. Os demais que estavam no outro lado também foram sumindo lentamente. Tentaram, inclusive, transformar em um altar uma das árvores, que tinha apenas o tronco existente, como forma de fazer alusão à lenda do santo fujão, que saía da sua igreja, onde hoje é a cidade de Curuá, chegando a um tronco de uma árvore, onde hoje fica Alenquer e, provavelmente, a igreja Santo Antônio.

Atualmente restam apenas três árvores. Somente três benjaminzeiros, lado a lado, tentando resistir por mais tempo. Três sobreviventes procurando fazer parte da memória das novas gerações, mas certos de que o futuro não será para elas tão longo assim. Seus galhos secos e frágeis se tornam ameaças para quem anda pela praça. Por conta disso, são podadas e vistas cada vez menores (cada vez mais fracas?) com o passar do tempo.

O logradouro é cheio de belos jardins e algumas árvores novas, plantadas por trás da igreja. Uma forma de manter a aparência e o espírito do espaço, além de contribuir para a preservação ambiental. Mas as velhas árvores sempre serão marcantes e históricas por tantos acontecimentos testemunhados ao longo de décadas.

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A paisagem era um convite para todos os momentos do dia. Os benjaminzeiros eram vistos nos dois lados da praça. As pessoas usavam suas sombras como refúgio do intenso calor do Sol, como cobertura para encontros de casais e reuniões de grupos de pessoas que tinham certos objetivos. Além do mais, a presença das árvores mostravam a sensação de grandeza e importância naquele lugar. Uma imagem inesquecível para quem teve a oportunidade de vê-lo.

Mas os benjaminzeiros foram morrendo aos poucos. Com a morte dos dois que ficavam no lado do coreto, tornou-se notável uma grande mudança na praça. Os demais que estavam no outro lado também foram sumindo lentamente. Tentaram, inclusive, transformar em um altar uma das árvores, que tinha apenas o tronco existente, como forma de fazer alusão à lenda do santo fujão, que saía da sua igreja, onde hoje é a cidade de Curuá, chegando a um tronco de uma árvore, onde hoje fica Alenquer e, provavelmente, a igreja Santo Antônio.

Atualmente restam apenas três árvores. Somente três benjaminzeiros, lado a lado, tentando resistir por mais tempo. Três sobreviventes procurando fazer parte da memória das novas gerações, mas certos de que o futuro não será para elas tão longo assim. Seus galhos secos e frágeis se tornam ameaças para quem anda pela praça. Por conta disso, são podadas e vistas cada vez menores (cada vez mais fracas?) com o passar do tempo.

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