O município de Oriximiná deu início oficialmente, nesta quarta-feira (16), à construção do Cristo Intercessor da Amazônia, um projeto ambicioso que pretende colocar a cidade no mapa do turismo religioso nacional. A obra começou com a concretagem da primeira coluna de sustentação, marcando o avanço do projeto que promete ser o maior Cristo do mundo.
Com altura total prevista de 59 metros, o monumento superará o tradicional Cristo Redentor, que possui 38 metros. A estrutura será erguida em uma área com vista privilegiada para o Rio Trombetas, cercada pela floresta amazônica, e contará com elevador interno para visitação.
O investimento confirmado para a construção é de R$ 5.970.000,00, valor referente à contratação da empresa responsável pela execução da obra. A expectativa é que o projeto seja concluído até o final de 2026.
Na comparação entre os monumentos, o Cristo Intercessor terá 21 metros a mais de altura, consolidando-se como o maior do mundo em estrutura. No entanto, a diferença de localização chama atenção: enquanto o Cristo carioca está no topo do Morro do Corcovado, a mais de 700 metros acima do nível do mar, Oriximiná possui altitudes médias entre 40 e 80 metros. Isso significa que o impacto visual do novo monumento estará mais ligado à sua dimensão física do que à elevação natural do terreno.
A proposta vai além da fé. O projeto faz parte de uma estratégia para impulsionar o turismo e aquecer a economia local, com expectativa de gerar movimentação em setores como hotelaria, alimentação e artesanato, além de criar novas oportunidades de emprego.
Por outro lado, o investimento também levanta questionamentos sobre prioridades, especialmente em uma região que ainda enfrenta desafios em áreas essenciais como saúde, educação e infraestrutura.
Com o início das obras já concretizado, o Cristo Intercessor da Amazônia deixa de ser apenas um projeto e passa a ser uma realidade em construção — cercada de expectativas, promessas de desenvolvimento e debates sobre seu real impacto para a população.
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