As movimentações políticas visando às eleições de 2026 já começam a provocar debates na política alenquerense. Nos últimos dias, aparições públicas de vereadores do PSD e o apoio a deputados estaduais e federais do próprio partido levantaram questionamentos sobre um possível racha dentro da base do governo municipal.

A bancada do PSD já manifestou o apoio aos nomes de Ângelo Ferrari e Junior Ferrari. Situação normal se tratando de princípios partidários, O cenário ganhou repercussão apenas devido a pré-candidatura da primeira-dama ao cargo de deputada estadual.

Outro fator que aumentou ainda mais os comentários sobre o racha, foi a pré-candidatura a prefeito de Alenquer de Neto Macedo, presidente municipal do PSD. Como o atual prefeito já está em seu segund o mandato e ainda não possui um sucessor oficialmente definido, o cenário passou a alimentar ainda mais especulações sobre possíveis mudanças dentro da base política.

Apesar das especulações de racha, nos bastidores fala-se apenas em uma divergência de posicionamento eleitoral e não um rompimento na gestão.

Isso porque, embora vereadores do PSD integrem a base do governo na Câmara Municipal, o núcleo do partido nunca fez parte da atual administração. Na prática, os parlamentares apoiam a gestão municipal, mas mantêm independência nas articulações estaduais e federais.

Na política, esse tipo de situação é comum, principalmente em períodos que antecedem eleições. Prefeitos, vereadores e partidos frequentemente constroem alianças diferentes dependendo da disputa em questão, especialmente quando existem interesses partidários, acordos regionais e bases eleitorais já consolidadas.

O atual governo municipal foi eleito com cerca de 42% dos votos e conseguiu formar maioria absoluta na Câmara, reunindo apoio de vereadores de diferentes grupos políticos. Com a aproximação das eleições de 2026, a tendência é que novos posicionamentos e articulações passem a surgir de forma mais evidente dentro da própria base.

Nos bastidores, a avaliação é que parte dos vereadores eleitos com apoio direto da atual gestão deve acompanhar o posicionamento do governo nas eleições estaduais, independentemente de grupo ou da sigla partidária. Esse cenário também contribui para aumentar as discussões sobre fidelidade política, independência partidária e sucessão municipal.

A avaliação é que o cenário ainda está longe de configurar uma ruptura política definitiva, mas demonstra que o período pré-eleitoral já começou a esquentar as forças e interesses dentro do grupo que sustenta a atual gestão.