O prazo para entregar a declaração do Imposto de Renda 2026 termina no dia 29 de maio às 23h59. Quem perder o prazo paga multa mínima de R$ 165,74, podendo chegar a 20% do imposto devido — além de ficar com o CPF irregular.
Quem é obrigado a declarar em 2026?
- Recebeu rendimentos tributáveis acima de R$ 35.584 em 2025
- Tinha patrimônio (bens e direitos) superior a R$ 800 mil
- Obteve rendimentos isentos acima de R$ 200 mil (ex: FGTS, herança)
- Realizou operações na bolsa acima de R$ 40 mil
- Teve atividade rural com receita acima de R$ 177.920
- Passou à condição de residente no Brasil em 2025
Como receber a restituição mais rápido
Em 2026, as restituições serão pagas em quatro lotes entre maio e agosto. Para entrar nos primeiros lotes, o contribuinte precisa declarar cedo e sem erros. Duas dicas que garantem prioridade na fila: usar a Declaração Pré-preenchida e optar por receber via Pix (chave CPF).
Idosos acima de 80 anos, pessoas com deficiência, professores e portadores de moléstia grave também têm prioridade por lei.
Os 5 erros que mais levam à malha fina em 2026
- Omitir rendimentos: freelances, aluguéis, trabalhos esporádicos e rendimentos de dependentes precisam ser declarados mesmo sem retenção na fonte
- Despesas médicas sem comprovante: toda dedução de saúde exige nota fiscal ou recibo com CPF/CNPJ do prestador
- Dependente duplicado: a mesma pessoa não pode aparecer como dependente em duas declarações diferentes
- Atualizar valor de imóvel ou veículo: o valor declarado deve ser o de aquisição, não o de mercado
- Deixar para o último dia: o sistema da Receita fica lento e erros de digitação aumentam com a pressa
O que mudou em 2026
Uma novidade importante: a extinção da DIRF mudou a lógica de envio de dados. Agora as empresas enviam informações diretamente pelo sistema eSocial, e o cruzamento de dados está mais rápido e preciso do que nunca. Isso significa que inconsistências são detectadas com mais velocidade — e já levaram 260 mil contribuintes à malha fina só neste início de calendário.
Documentos que você precisa ter em mãos
RG e CPF; informes de rendimentos do empregador e de bancos; comprovantes de despesas médicas e educação; recibo da última declaração entregue; extratos de investimentos; documentos de compra e venda de bens.
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