Uma situação preocupante envolvendo o atendimento na rede pública de saúde foi registrada nesta segunda-feira, 16 de março de 2026, em Alenquer, no oeste do Pará. Uma usuária do Sistema Único de Saúde (SUS) denunciou irregularidades na entrega de medicamentos essenciais para o controle da pressão arterial.
De acordo com o relato, a paciente se dirigiu ao Posto de Saúde Maria Helena Coutinho, no bairro da bela vista para receber os medicamentos utilizados no tratamento de hipertensão. No entanto, ao invés de receber a medicação completa para o período de 30 dias, como é o padrão, foi surpreendida com cartelas fracionadas e em quantidade insuficiente.
De acorco com o paciente, foram entregues duas cartela fora da caixa e cortadas com apenas 14 comprimidos de losartana e 8 comprimidos de hidroclorotiazida, número bem abaixo do necessário para o tratamento mensal. A situação gerou indignação, principalmente por se tratar de medicamentos de uso contínuo e fundamentais para a saúde.
A paciente também relatou que já vinha enfrentando dificuldades para receber os medicamentos nos últimos meses. “Há alguns meses eu venho ao posto todo mês e não consigo receber. E quando recebo, ainda é dessa forma, com cartelas cortadas, ao invés da caixa completa”, desabafou.
A distribuição irregular de medicamentos levanta preocupações sobre o abastecimento e a organização do serviço farmacêutico na unidade de saúde. para pacientes com hipertensão, a interrupção ou uso inadequado da medicação pode trazer riscos sérios, como crises hipertensivas e outras complicações.
O caso chama atenção para a necessidade de maior fiscalização e transparência na entrega de medicamentos na rede pública, além de soluções urgentes para garantir o acesso contínuo aos tratamentos.
O Portal Alenquer deixa espaço aberto para manifestação da Secretaria Municipal de Saúde de Alenquer, caso queira prestar esclarecimentos sobre o ocorrido.
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